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terça-feira, 15 de março de 2011

O mundo verá a maior lua cheia dos últimos 20 anos



No próximo dia 19 de março o mundo terá a oportunidade de presenciar a maior lua cheia já vista nas últimas décadas. É o fenômeno denominado Perigeu Lunar.
Esse fenômeno é reportado como o mais relevante assunto sobre ‘supermoons’ que está conectado com o as extremas manifestações do clima -  como os terremotos, vulcões e tsunamis. A última vez que a lua passou tão próxima da Terra foi no dia 10 de janeiro de 2005, nos dias próximos dos terremotos na Indonésia que registrou 9.0 na escala Richter.
O furacão Katrina em 2005 também foi associado com a lua cheia incomum.
Previsões de ‘supermoons’ aconteceram em 1955, 1974 e 1992 – cada um destes anos tivemos a experiência de fortes manifestações climáticas.


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quinta-feira, 22 de julho de 2010

LUA TEM ÁGUA MINERAL


Análise feita em rocha trazida da Lua confirma a existência de hidroxila no interior do satélite. Presença de água facilita a instalação de base lunar
A Lua não é tão árida como se pensava. Ainda que não se encontrem oceanos, lagos ou mesmo uma poça em sua superfície, a água está presente no satélite terrestre. Após a descoberta de gelo em 2009, agora um grupo de pesquisadores acaba de identificar grupos de hidroxila em uma rocha lunar.
Segundo o estudo, publicado na edição desta quinta-feira (22/7) da revista Nature, a presença do radical composto por oxigênio e hidrogênio confirma a existência de água em minerais no satélite terrestre. A rocha analisada foi trazida pelo programa Apolo.
"A Lua, considerada desprovida de materiais hídricos, tem água", disse John Eiler, professor de geologia e geoquímica no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), um dos autores do estudo.
Os pesquisadores se surpreenderam ao conseguir medir quantidade significativa de água em um mineral lunar. O grupo encontrou água em apatita, um mineral do grupo dos fosfatos, dentro de um basalto coletado por astronautas.
Para ser mais exato, eles não encontraram água, ou seja, a molécula H2O, mas hidrogênio na forma de um ânion hidroxila (OH-). "Hidróxido é um parente químico próximo da água. Se aquecermos a apatita, os íons hidroxila serão 'decompostos' e formarão água", explicou outro autor da pesquisa, George Rossman, professor de mineralogia da Caltech.
A rocha lunar examinada agora foi trazida em 1971 por astronautas da Apolo 14. A proposta de procurar água na amostra foi de Larry Taylor, professor da Universidade do Tennessee, que enviou amostras ao grupo na Caltech para análise.
Mas a ideia de procurar água em apatita não era nova. "Charles Sclar e Jon Bauer, da Universidade Lehigh, notaram que algo estava faltando nos resultados das análises químicas feitas em 1975. Agora, 35 anos depois, somos capazes de fazer medições adequadas e vimos que eles estavam certos. A peça que faltava era a hidroxila", disse Jeremy Boyce, outro autor do estudo na Caltech.
O grupo investigou a rocha lunar em busca de sinais de hidrogênio, enxofre e cloro por meio de uma microssonda iônica, capaz de analisar grãos de materiais com tamanhos muito menores do que a espessura de um fio de cabelo humano.
As análises mostraram que, em termos da presença de tais elementos, a apatita lunar é semelhante à encontrada em rochas vulcânicas na Terra. "Há mais água na Lua do que se imaginava, mas ainda assim em ordens de magnitude muito inferiores às da Terra", disse Eiler.
A existência de vulcões na Lua há mais de 4 bilhões de anos deu aos cientistas a pista de que a água poderia estar presente em minerais lunares, uma vez que as dinâmicas dos vulcões terrestres são principalmente dirigidas pela água.
A possibilidade de extrair água no subterrâneo da Lua amplia as chances de instalar bases humanas no satélite. Levar água da Terra é um dos principais obstáculos para a permanência do homem na Lua, uma vez que o custo atual é superior a US$ 50 mil por litro transportado.
O artigo Lunar apatite with terrestrial volatile abundances (doi:10.1038/nature09274), de Jeremy Boyce e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em http://www.nature.com/.

Fonte: Agência FAPESP