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quinta-feira, 22 de julho de 2010

LUA TEM ÁGUA MINERAL


Análise feita em rocha trazida da Lua confirma a existência de hidroxila no interior do satélite. Presença de água facilita a instalação de base lunar
A Lua não é tão árida como se pensava. Ainda que não se encontrem oceanos, lagos ou mesmo uma poça em sua superfície, a água está presente no satélite terrestre. Após a descoberta de gelo em 2009, agora um grupo de pesquisadores acaba de identificar grupos de hidroxila em uma rocha lunar.
Segundo o estudo, publicado na edição desta quinta-feira (22/7) da revista Nature, a presença do radical composto por oxigênio e hidrogênio confirma a existência de água em minerais no satélite terrestre. A rocha analisada foi trazida pelo programa Apolo.
"A Lua, considerada desprovida de materiais hídricos, tem água", disse John Eiler, professor de geologia e geoquímica no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), um dos autores do estudo.
Os pesquisadores se surpreenderam ao conseguir medir quantidade significativa de água em um mineral lunar. O grupo encontrou água em apatita, um mineral do grupo dos fosfatos, dentro de um basalto coletado por astronautas.
Para ser mais exato, eles não encontraram água, ou seja, a molécula H2O, mas hidrogênio na forma de um ânion hidroxila (OH-). "Hidróxido é um parente químico próximo da água. Se aquecermos a apatita, os íons hidroxila serão 'decompostos' e formarão água", explicou outro autor da pesquisa, George Rossman, professor de mineralogia da Caltech.
A rocha lunar examinada agora foi trazida em 1971 por astronautas da Apolo 14. A proposta de procurar água na amostra foi de Larry Taylor, professor da Universidade do Tennessee, que enviou amostras ao grupo na Caltech para análise.
Mas a ideia de procurar água em apatita não era nova. "Charles Sclar e Jon Bauer, da Universidade Lehigh, notaram que algo estava faltando nos resultados das análises químicas feitas em 1975. Agora, 35 anos depois, somos capazes de fazer medições adequadas e vimos que eles estavam certos. A peça que faltava era a hidroxila", disse Jeremy Boyce, outro autor do estudo na Caltech.
O grupo investigou a rocha lunar em busca de sinais de hidrogênio, enxofre e cloro por meio de uma microssonda iônica, capaz de analisar grãos de materiais com tamanhos muito menores do que a espessura de um fio de cabelo humano.
As análises mostraram que, em termos da presença de tais elementos, a apatita lunar é semelhante à encontrada em rochas vulcânicas na Terra. "Há mais água na Lua do que se imaginava, mas ainda assim em ordens de magnitude muito inferiores às da Terra", disse Eiler.
A existência de vulcões na Lua há mais de 4 bilhões de anos deu aos cientistas a pista de que a água poderia estar presente em minerais lunares, uma vez que as dinâmicas dos vulcões terrestres são principalmente dirigidas pela água.
A possibilidade de extrair água no subterrâneo da Lua amplia as chances de instalar bases humanas no satélite. Levar água da Terra é um dos principais obstáculos para a permanência do homem na Lua, uma vez que o custo atual é superior a US$ 50 mil por litro transportado.
O artigo Lunar apatite with terrestrial volatile abundances (doi:10.1038/nature09274), de Jeremy Boyce e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em http://www.nature.com/.

Fonte: Agência FAPESP

domingo, 30 de agosto de 2009

Testamento da Água

Eu estou morrendo...

Não faz muito tempo eu era limpa e corria alegre no meio das pedras. Meu sonho era chegar ao encontro do mar.

Quando Deus me criou, foi com grande propósito: a manutenção da vida.

A minha transparência, pureza e potabilidade ficaram para trás. Fui violentada. Hoje sou turva, cheia de impurezas, às vezes fétida. Acho que estou nos meus últimos momentos. Estou acabando! Acho que chegou a hora de fazer meu testamento.

Eu, água poluída, outrora límpida e cristalina e muito desperdiçada, ainda em sã consciência, venho, por meio deste, relacionar meus bens e distribuí-los na forma da Lei. Presente, as testemunhas: um ecologista, um químico, um industrial consciente, um político honesto, um professor responsável, um animal e uma criança, todos meus beneficiários.

Para atestar e dar fé a este termo, presente o Senhor Tabelião do 1º. Cartório do Meio Ambiente, com sede no Resquício de Mata Atlântica desta cidade. Pelo presente, manifesto meus desejos de forma irrevogável.

1º. – Ao ecologista deixo a minha certeza que há necessidade de cada vez mais ampliar o estudo sobre o meio ambiente.

2º. – Ao químico, que vive internado em seus laboratórios, deixo a minha paciência. Haja paciência!

3º. – Ao industrial consciente deixo o meu espírito de luta.

4º. – Ao político honesto deixo a minha perseverança.

5º. – Ao professor deixo a minha capacidade de reflexão, para ajudar as mentes, carentes de entendimento, perceberem que os meus recursos são esgotáveis.

6º. – Ao animal, deixo a minha capacidade de adaptação.

7º. – Finalmente, à criança deixo a minha esperança de que por suas atitudes, se torne uma pessoa consciente da importância da preservação dos mananciais hídricos puros e livres da poluição, que garantirão a vida na Terra.

Por fim, para que se cumpram os meus desejos, manifestados nesse Testamento, convoco a todos os seres humanos que venham a tomar conhecimento deste documento, a se tornarem fiscalizadores do seu cumprimento, em nome de sua própria e da sobrevivência das futuras gerações.

Assinado: Água Viva Quase Morta da Silva.

(Adaptação feita pelos formadores do Programa Gestar – Direc 03/Alagoinhas)



sexta-feira, 28 de agosto de 2009

A Qualidade da Água é um fator determinante na Saúde em Ibicaraí*

O rio Salgado, que banha o município de Ibicaraí, é visivelmente afetado, ao longo do tempo, pela população que em suas margens residem. Dejetos de esgotos, criação de animais, uso de produtos químicos, são apenas alguns dos problemas ali encontrados, comprometendo a qualidade da água e consequentemente a saúde de seus habitantes.

A partir da enchente em 1967, a calha hidrográfica do rio Salgado sofreu profundas alterações, em consequência do seu assoreamento. Atualmente, ainda se verifica retiradas de áreas do seu barranco, precisando urgentemente de reposição da Mata Ciliar. Conforme informações de velhos pescadores, o rio Salgado já possui espécie verificada e farta, de peixes e moluscos, que se encontram em extinção.

O rio é calha de esgotos, principal fonte de poluição, além do lixo às suas margens, que aguarda como solução o aterro sanitário, pelo CONDER. Os peixes e mariscos que antes existiam, já não existem mais, como Pitu, Camarão, Bobó, Acari, Moreira e outros.

Para verificar a potabilidade da água, analisa-se os seguintes parâmetros e observações:


- Cloretos (alto teor, indica alteração no sabor);

- pH (alterações, pode indicar contaminação);

- Acidez (valores elevados conferem maior corrosividade à água, podendo apresentar sabor alterado – azedo);

- Matéria orgânica (promove alterações de cor, odor e sabor na água, apresentando estreita relação com o conteúdo bacteriano da mesma);

-Presença de coliformes (significa que o rio recebeu matérias fecais ou esgotos, com a possibilidade de presença de seres patogênicos);

- Alterações ambientais (refletem nas alterações físicas, químicas e/ou biológicas de um corpo d’água).


Daí, faz-se necessário a aplicação de pesquisas estatísticas e construção de gráficos comparativos para identificar as doenças relacionadas à poluição da água. E finalmente, reconhecer os principais agentes poluidores do rio Salgado e promover meios para a sua preservação.


Em breve...

análises e conclusões pelos alunos do C.E.L.E.M.


*Projeto de Trabalho desenvolvido e orientado pelas professoras Patrícia, Marília e Cristiane, com característica interdisciplinar, envolvendo as disciplinas Geografia, Química, Matemática e Biologia, com alunos do 3º. ano do Ensino Médio do Colégio Estadual Luís Eduardo Magalhães.