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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Filme "Criação"

Capa do filme Criação
Título Português: Criação
Título Original: Creation
Gênero: Romance
Origem: Inglaterra
Versões: Inglês
Direção: Jon Amiel
Elenco: 
• Jennifer Connelly (Emma Darwin)
• Jeremy Northam (Reverendo Innes)
• Toby Jones (Thomas Huxley)
• Paul Bettany (Charles Darwin)
Duração: 108 min.
Classificação: 10 anos








O livro "A Origem das Espécies", lançado em 1859 por Charles Darwin, foi sucesso imediato de vendas e um marco divisor na história da humanidade. Na época, a obra de Darwin foi acusada de "matar" Deus ao provar que o homem é fruto de uma evolução natural, e não de Adão, como prega a Bíblia. Durante boa parte de sua vida, o cientista seguiu os preceitos cristãos e quando morreu, em 1882, foi enterrado em uma cerimônia religiosa. É sobre essa dualidade: ciência versus religião, que fala o longa "Criação".
O Darwin que se vê na tela é bem diferente do velhinho de longas barbas que ilustra os livros de história. Aqui, ele está em seu melhor momento, após retornar da expedição ao redor do mundo a bordo do navio H.M.S Beagle. Em sua casa de campo, a Down House, no interior da Inglaterra, faz diversos experimentos com pombos na tentativa de provar sua tese sobre a evolução, ao mesmo tempo em que cria seus dez filhos.
Se antes ele era muito religioso e frequentava missas, suas convicções vão, aos poucos, diminuindo conforme avança nas descobertas. A perda completa da fé acontece quando sua filha Anne Darwin morre, com apenas 10 anos. A menina era uma das preferidas de Charles por, logo cedo, mostrar interesse em ciência.
Além disso, pressionado pelo biólogo Thomas Huxley e o botânico Joseph Hooke, Darwin entra em conflito com sua mulher e prima, Emma Darwin (Jennifer Connelly), que ainda é extremamente religiosa.
O personagem descobre que modificações genéticas acontecem mais rápido quando são feitas entre parentes próximos. A consequência é que os descendentes poderão ter a saúde mais frágil. Ao saber disso, ele passa a acreditar que sua filha tenha herdado uma estranha doença sua, por ter se casado com uma prima. Apesar de não ficar claro do que a menina morre, tudo indica que ela tenha pegado uma pneumonia. Na história, o cientista sofria com alucinações e via a todo momento sua filha morta, como se fosse um espírito a lhe rondar.
Dirigido por Jon Amiel, o filme é baseado no livro "Annie''s Box", do ambientalista Randal Keynes, tataraneto de Darwin. Na obra, o autor conta a relação do cientista com sua filha e como, após a morte dela, Charles criou coragem para desafiar a igreja e publicar "A Origem das Espécies". No longa, Darwin é interpretado pelo inglês Paul Bettany, o mesmo que fez Silas, o albino, em "O Código da Vinci" (2006). Já o papel de sua filha é feito pela estreante Martha West. As informações são do Jornal da Tarde. 

Resumindo, o filme é muito legal, porém se fixa mais no homem Charles Darwin e não no cientista ou nas suas histórias ao redor do mundo. Quem acha que vai aprender sobre seleção natural vendo o filme, pode esquecer. Por mais que o filme não apresente erros conceituais, pelo contrário, nas partes onde Darwin aparece tentando explicar sua teoria são bem interessantes, mas poucas. Faltou também a reunião na sociedade Lineana, onde foram lidos os trabalhos de Wallace e Darwin. Entretanto, nada disso tira o encantamento de pode assistir uma produção tão bem feita de parte da vida de uma pessoa que mudou a maneira com que o homem se enxerga na economia da natureza. Assistam!

Trailer do filme "Criação"


quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Uma Verdade Inconveniente


“Uma verdade inconveniente – Alerta Global” é um documentário que produz vários sentimentos, dentre eles, impressionar, incomodar e causar espanto, mesmo que todos os dias possamos ver nos telejornais tais imagens do mundo inteiro. Portanto, este documentário trata de palestras sobre o aquecimento global proferidas pelo ex-senador dos Estados Unidos, o democrata Al Gore.

Segundo ele, em vários momentos de sua vida aconteceram fatos que o fizeram olhar de maneira diferente pra o planeta Terra, levando a se preocupar com a conservação do meio ambiente. Tais exemplos citados são: o acidente que quase matou seu filho, a morte de sua irmã por câncer de pulmão, as aulas de um professor na universidade e a sua derrota nas eleições presidenciais de 2000.

No documentário, Al Gore tenta sensibilizar as pessoas para a questão ambiental, levantando como tema o aquecimento global. Assim sendo, o mesmo passou a realizar, em todo o mundo, palestras didáticas, pesquisas científicas, usando uma linguagem simples e clara. E ainda, como metodologia, usa slides, gráficos, fotografias, animações, tudo isso para envolver e conquistar seus ouvintes.

O principal foco do documentário são as mudanças climáticas em todo o planeta Terra, as tempestades, furações, tufões, terremotos, inundações, secas, o derretimento das geleiras do Ártico, enfatizando assim, a crise global.

Logo no início do filme, Al Gore cita Carl Sagan, renomado astrônomo norte-americano que comparava a atmosfera terrestre a uma fina camada de verniz utilizada para proteger, dar brilho e prolongar a vida no globo terrestre. A ação humana alterou completamente o equilíbrio da vida na Terra, deixando a atmosfera tão frágil que já não atua na redução dos efeitos da radiação solar sobre o planeta e os seres vivos.

Para Al Gore, todos nós somos responsáveis pelas mudanças do clima, uma vez que o ser humano está enchendo a atmosfera de poluição. Um dado utilizado por ele foi o Furacão Katrina, que em 29 de agosto de 2005 destruiu Nova Orleans.

Ele relata que o aquecimento global é uma questão política, econômica, uma vez que está intrinsecamente ligada ao desenvolvimento industrial e talvez por isso o Governo de W. Busch não aderiu ao Protocolo de Kioto. Entretanto, diz Al Gore que já existe mudança em alguns estados como a Califórnia, onde 319 cidades já adotaram o citado protocolo.

Diante de todo o exposto, em seu documentário ele não procura apenas apontar problemas, explicá-los e deixar todos boquiabertos com a situação ambiental, ele procura também promover mudanças profundas, interiores, relacionadas aos valores morais, culturais e ideológicos das pessoas. Ele aponta o que podemos fazer, como comprar produtos recicláveis, biodegradáveis, como usar a água, a energia de forma sustentável, ou seja, se não acordarmos enquanto é tempo o que será das gerações futuras. Portanto, este documentário funciona como um alerta para a sociedade mundial.

“Uma Verdade Inconveniente” é indicação obrigatória e certamente uma das mais importantes produções dos últimos 30 ou 40 anos. Porque foi a partir de então que aumentamos e aceleramos ainda mais o ritmo de devastação que está provocando o efeito estufa e o aquecimento global. Temos que agir rapidamente ou comprometeremos para sempre a vida no planeta. Cuidar da Terra agora é a garantia de que as próximas gerações e todos os seres vivos não sejam mais sacrificados.


terça-feira, 18 de agosto de 2009

Pipoca com Ciência - I


"O DIA EM QUE A TERRA PAROU"

O filme fala de um ser de outro planeta que vem a Terra entregar ao presidente um presente, mas é impedido por soldados. Ele é preso e se esconde em uma pensão onde conhece Helen e seu filho Bobby. Ele se decepciona várias vezes com os humanos ao se deparar com o uso desenfreado de armas de fogo. E, por isso, faz um alerta: A Terra será destruída caso os seus habitantes não mudem essa postura.

Título original: The Day the Earth Stood Still

Duração: 103 minutos (1 hora e 43 minutos)

Gênero: Drama

Direção: Scott Derrickson

Ano: 2008

País de origem: EUA

Elenco:

Keanu Reeves (Klaatu)

Jennifer Connelly (Helen)

Jon Hamm (Dr. Granier)

Kathy Bates

John Cleese (Dr. Barnhardt)

Jaden Smith (Jacob)

Aaron Douglas (Sargento Winter)


Assista ao filme e comente sobre o que você achou.


TRECHOS DO FILME:

Diálogo entre os humanos e seres de outro planeta:

(Cap. 18-19)

“- Este planeta está morrendo. A raça humana está matando-o.”

- Então veio nos ajudar.

- Não.

- Você disse que veio nos salvar.

- Eu disse que vim salvar a Terra.

- Não podemos arriscar a vida do planeta por causa de apenas uma espécie.

- Que está dizendo?

- Se a Terra morrer, vocês morrem. Se vocês morrerem, a Terra sobrevive. Só há alguns planetas no Cosmo capazes de suportar vida complexa.

- Não pode fazer isso.

- Este não pode parecer.

- Podemos mudar! Podemos reverter as coisas!

- Observamos e esperamos que vocês mudassem.

- Por favor.

- Chegou ao ponto crítico. Temos que agir.

- Por favor!

- Desfaremos o estrago que fizeram e daremos a Terra uma chance de começar de novo.

- Não faça isso, por favor. Podemos mudar.

- A decisão está tomada. O processo já começou.

- Tem que haver alternativas. Vocês tem que ter tecnologias que possam resolver nosso problema.

- O problema não é tecnologia. Vocês são o problema. Seu desinteresse em mudar.

- Então nos ajude a mudar.

- Não posso mudar sua natureza.

- Vocês tratam o mundo como tratam uns aos outros.

- Mas toda civilização enfrenta crises.

- Muitas não resistem.

- A sua resistiu. Como?

- Nosso Sol estava morrendo. Tivemos que evoluir para sobreviver.

- Então só quando seu mundo estava ameaçado de destruição que se tornaram o que são agora.

- Sim.

- Esse é o ponto em que estamos. Você diz que estamos à beira da destruição e está certo. Mas é apenas nesse momento que as pessoas se dispõem a mudar. Só à beira do precipício é que evoluímos. Esta é nossa hora. Não a retire de nós. Estamos perto de uma solução.”


Quando cita a Lei da Conservação da Natureza (Lavoisier):

(Cap. 24)

“- Jacob, nada morre de verdade. O universo não desperdiça nada. Tudo simplesmente é transformado.”


A compreensão de um e o arrependimento do outro, à beira da extinção da raça humana:

(Cap. 27)

“- Vocês tem um outro lado. Agora eu sinto.

- É assim que vai terminar?

- Sim.

- Não pode impedir?

- Não sei. Haveria um custo para vocês e para seu modo de vida.

- Mas podemos mudar. Sabe disso agora. Por favor, nos dê uma chance.

- Eu tentarei. Tenho que voltar à cidade.”